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terça-feira, 3 de março de 2009

HIPNOSE


Este tema é tão rico e tão deturpado ao mesmo tempo! Em torno dele há: muita imaginação, misticismo, falsas crenças, ilusão, mas há também uma importante ferramenta de programação neurolinguística, que pode se mostrar bastante eficaz, se, utilizada por profissionais capacitados e com propósito terapêutico.

Na verdade a Hipnose é tão somente “sugestionar” ao subconsciente o que se deseja. Torna-se um pouco mais complexo porque para isto, é necessário, “driblar” a vigilância do consciente, através de concentração e determinação.


Antes de continuar, é necessário esclarecer algumas dúvidas que ouço com frequência:

- não é 100% da população que é suscetível à hipnose, em média 30% das pessoas não estão propensas a ela, isto varia de acordo com o grau de sensibilidade, ansiedade, conhecimento do procedimento, etc;
- ninguém “revela” o que não deseja sob hipnose. O subconsciente não possui comunicação própria, no entanto, é dono de inteligência suprema e monitora tudo o que se passa;
- a hipnose não “apaga” lembranças, ela pode oferecer uma nova percepção ao indivíduo com relação a elas;
- o temido “transe hipnótico” nada mais é que alto grau de concentração do indivíduo em função de um propósito. Portanto, ele próprio pode decidir interromper o exercício quando desejar, ele apenas acredita “momentaneamente” (porque faz parte do exercício) que está sob sugestão incondicional do terapeuta, mas o controle está com ele o tempo todo.

Certa vez, alguém me pediu para “plantar” algumas idéias repletas de positivismo em seu subconsciente, com isto, ele passaria a ser “outra pessoa”. Veja bem, se ele próprio me listou o que gostaria de ter em mente, significa que já está lá, veio dele, não é de origem externa.


A hipnoterapia, que parte dos preceitos psicanalíticos, não “muda” pessoas como mágica, nem tão quanto “inventa” atributos que ela não tenha. Ela trabalha com material já existente, ressaltando o que há de bom, apaziguando o que há de ruim e também desenvolve o que precisa ser criado, mas de maneira “artesanal”, da ordem do inconsciente para o consciente, com calma e lucidez e não como ilusão.


Muitas vezes os problemas e a incidência das dificuldades para resolvê-los nos fazem acreditar que há atalhos possíveis, soluções fictícias, fáceis e indolores, mas isto é fuga, é negação ao enfrentamento das situações como deve ser.


A função da hipnose, bem como de tantas outras ferramentas terapêuticas, é de auxiliar, agir como complemento, oferecer suporte para o tratamento de uma patologia ou de outros propósitos. Não é a solução, é apenas uma ferramenta pra ela.